Uma preocupação que tem me afligido em viagens é a etiqueta das pessoas enquanto viajam. Engraçado que todo mundo reclama de todo mundo a mesma coisa, ou seja, todo mundo está falando demais e cumprindo de menos. Ocupar espaço além da conta é uma tendência das pessoas, se são folgadas então, Deus nos livre!!! E no sentido de livrar-nos de gente mal educada, que tal algumas dicas do turista amador para que você viagem com finesse e descrição??? Comecemos no fazer de malas. Jovem, se estiver viajando de ônibus, alimente-se antes! Abrir marmita dentro do balaio é nojento!!! Por que? Pensa que todo mundo terá que viajar com o ônibus fechado com o cheiro do seu tropeiro! Qualé??? Se for de avião, não pense que você pode levar até sua mãe na bagagem de mão! Todos precisam de um espacinho e aquele que chega ocupando todo o bagageiro lembra bem um imbecil indomável, super lembra. Se for de carro até a estação/aeroporto e quiser tempo para despedidas no estilo "E O Vento Levou", e...
Quando bate um calor sufocante e a vontade é de se refrescar com um sorvete, Belo Horizonte não deixa a desejar. São várias casas especializadas na culinária gelada e algumas ainda servem o delicioso açaí, único diga-se de passagem. O Easy Ice oferece mais de 60 opções de sabores de sorvete, entre eles alguns bastante exóticos, todos muito bem feitos e de uma delícia inexplicável. Tem sorvete de amora, cajá, goiabada, pistache e claro, os sabores mais tradicionais como chocolate, morango, enfim, dá pra ficar perdido em frente aos freezers. Mas o que costuma me levar ao Easy Ice é o creme de açaí, costumamos pedir no balcão para levar em casa - já que o lugar não oferece mais delivery, o que é uma pena, pois pedir sorvete e açaí em casa é quase saber fazer mágica. A sugestão é pela pedida do creme de açaí batido com mel, para quem gosta da iguaria é indescritível, alguns costumam pedir batido com morango, mas nunca experimentei (lembremos que sou bitolado com os sabores que me agradam)....
Pensa, você está no centro de uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes, perto do meretrício, perto do Mercado Central, dos botecos com limpeza duvidosa de copos, perto das lojas especializadas em festas e de repente... um oásis! Sim a definição da Claudinha foi "oásis" e acho que não tem uma que se enquadre melhor ao Farofa. De cara o restaurante mostra seu diferencial, distancia-te do caos central logo de início, o clima gostoso e calmo lá de dentro se opõe ao horror sem sentido do trânsito mal administrado lá de fora. Os móveis são de extremo bom gosto e as cadeirinhas de plástico da varanda da vovó dão lugar a cadeiras confortáveis de madeira. Nas mesas flores de plástico dão leveza ao ambiente e as luminárias vermelhas junto às duas jardineiras quase transformam o lugar em um chique paulista, quase, não exagere, é centro da cidade, não é pra comemorar dia dos namorados de terno e gravata. Franguinho a Parmegiana, delícia que tava! Achei que nem precisava feijão, mas...
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